
Nesta semana, o Instituto Alana e o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) divulgaram uma pesquisa que promete fazer muita gente pensar melhor sobre os alimentos feitos para crianças e as propagandas desses produtos.
Na pesquisa, foram estudadas 12 empresas que fabricam alimentos e bebidas voltadas para o público infanto-juvenil, vendidos em vários países do mundo. Essas empresas se comprometeram em outros países e junto à OMS (Organização Mundial de Saúde) a fazerem produtos mais saudáveis e a mudarem o jeito como fazem propaganda deles para crianças.
Por exemplo, as empresas iriam fazer bolachas, sanduíches e sucos com menores quantidades de açúcares, gorduras e calorias. Além disso, elas não iriam fazer propagandas para menores de 12 anos quando o produto não seguisse essas regras de alimentação saudável.
E foram as próprias empresas que estabeleceram essas regras. Até quando o assunto era decidir o que era um alimento saudável, eram elas que diziam quais eram os níveis ideais de gorduras e açúcares, por exemplo.
Só que, segundo a pesquisa dos dois institutos, essas empresas não seguem esse mesmo modelo nos produtos que vendem no Brasil. É que, aqui, elas fazem propagandas voltadas para o público infantil e também vendem produtos que não seguem as regras do que elas disseram ser saudável nesses compromissos.
Confira exemplos de empresas e produtos divulgados na pesquisa:
Na pesquisa, foram estudadas 12 empresas que fabricam alimentos e bebidas voltadas para o público infanto-juvenil, vendidos em vários países do mundo. Essas empresas se comprometeram em outros países e junto à OMS (Organização Mundial de Saúde) a fazerem produtos mais saudáveis e a mudarem o jeito como fazem propaganda deles para crianças.
Por exemplo, as empresas iriam fazer bolachas, sanduíches e sucos com menores quantidades de açúcares, gorduras e calorias. Além disso, elas não iriam fazer propagandas para menores de 12 anos quando o produto não seguisse essas regras de alimentação saudável.
E foram as próprias empresas que estabeleceram essas regras. Até quando o assunto era decidir o que era um alimento saudável, eram elas que diziam quais eram os níveis ideais de gorduras e açúcares, por exemplo.
Só que, segundo a pesquisa dos dois institutos, essas empresas não seguem esse mesmo modelo nos produtos que vendem no Brasil. É que, aqui, elas fazem propagandas voltadas para o público infantil e também vendem produtos que não seguem as regras do que elas disseram ser saudável nesses compromissos.
Confira exemplos de empresas e produtos divulgados na pesquisa:










E daí?
E qual é o problema de comer alimentos com mais açúcares, sódio e gorduras do que o que é considerado saudável? É um baita problemão.
Segundo o cardiologista e nutrólogo do Hospital do Coração Carlos Daniel Magnoni, quando consumidos em excesso, esses alimentos estão ligados a doenças como diabetes, níveis elevados de colesterol, hipertensão e obesidade.
Além disso, como as propagandas associam esses alimentos a personagens conhecidos, a sites com joguinhos ou a comerciais divertidos, eles acabam fazendo com que você consuma quantidades maiores do que deveria.
"Não se pode associar alimentação com diversão", explica. "Esses alimentos não precisam deixar de existir, mas as pessoas precisam aprender a se alimentar de maneira equilibrada. O jeito como as propagandas são feitas só confundem e fazem com que elas adquiram hábitos não saudáveis."
Nem todo mundo concorda. Stalimir Vieira, assessor especial da presidência da Abap (Associação Brasileira de Agências de Publicidade, diz que o problema não são as propagandas dos alimentos, mas a qualidade deles. "A questão não é proibir a publicidade, mas, se dizem que estão anunciando veneno, então tem que analisar bem do que são feitos esses alimentos. Não se pode vender veneno. Se o alimento fosse saudável, não veriam problemas na propaganda", diz o publicitário, dando como exemplo as maçãs que levam a marca da Turma da Mônica.
E ainda tem os brinquedinhos
Além dessa discussão aí de cima, lanchonetes de fast food como o Burger King, o Bob’s e o McDonald’s também estão no centro dos debates dos especialistas por causa dos kits que incluem brinquedos nas promoções de sanduíche. Na reportagem de Clarice Cardoso da Folhinha de amanhã, você vai entender porque esse tipo de brinde pode estar com os dias contados.
Fonte & Fotos: Blog da Folhinha.
Foto (inicial): Pesquisa Google.
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